segunda-feira, 8 de setembro de 2008


Me desculpe.


Mas você tem que entender que não estava em um bom momento. Falei sem pensar, não medi minhas palavras. Agi no ímpeto do desespero, reforçada por aquela síndrome de pobre-coitada, de que fui acusada injustamente, apesar de saber que ela existe. So não entendi, você não era suficiente.
Não sei como você funciona. E sei que não posso sempre contar contigo. Mas eu te aceito dessa maneira.

Sorte, tem montanhas na minha janela!

domingo, 31 de agosto de 2008



A sorte que eu tenho
não é percebida.
A sorte que eu tenho
não é entendida.
A sorte que eu tenho
não é apreciada.
É só criticada, é só cobrada, é quase maldita.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Salvador, 18 de agosto de 2008.

Despertador toca,
Sono profundo às 4 horas da manhã
Frio, visto a calça do pijama de flanela,
Ar-condicionado marcando 22 graus
Sucrilho com leite, casaco, guarda-chuva e chave de casa,
Hora do almoço,
Despertador toca, vitamina de banana, desodorante e camisa social
Fim do almoço,
Noticiário da manhã no som do carro
De volta ao trabalho, fome não saciada pelo sanduíche de queijo,
Ansiedade e questionamentos na nova rotina
Volto pra casa, ônibus, mercado e dois quarteirões,
Hora do almoço, arroz, feijão e bife
Ferro de passar, janto mais uma vez miojo e assisto televisão
Volta para o trabalho, barriga cheia no engarrafamento
Banho, livro, pijama de flanela e edredon,
Seis e meia, fecha a janela do carro e liga o ar
Deito na cama e espero pela melhor hora do dia,
15 minutos no telefone, as novidades e depois o jornal nacional
Tenho sono, vem a insônia, sinto cansaço e saudade.
To na estação trocada, no hemisfério oposto, no fuso errado.

segunda-feira, 7 de julho de 2008


Peixe fora d'água
Ressuscita minha mão
Não quero concretizar ausência
Justificada na futura solidão

terça-feira, 3 de junho de 2008

Charge #1