sexta-feira, 17 de abril de 2009

Vulto


Em meio aos cheiros
Dos que tanto fizeram
Em meio aos passos
Dos que tanto sonharam
Veio um vulto
Que nenhum ditado popular conhecia
E que mesmo com um resumo
Ninguém na casa entenderia
E para quem fosse,
Para quem quisesse,
Ou para quem cedesse
Ele levaria embora
Tiraria todo estímulo, toda a empolgação
Mas deixaria rastros
Pedaços de lama, pingos de caneta
Para que ninguém jamais esquecesse
Que o amor é vínculo eterno.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Você está convidado.



Vem como idéia, um motivo para comemorar. Sair do comum, trabalhar para agradar. Satisfazer a você e a eles. Competir e vibrar. Encher a casa, o pulmão, a barriga e o coração. Perceber que de tudo se tira momentos únicos. Daqueles que serão um ponto, uma dorzinha de nostalgia. Vamos sim fazer. Uma vez, duas vezes, três jantares. Vale a pena. Se tornará inesquecível. Um combustível para a nossa realidade. Até porque, vamos confessar. Não existem limites para os nossos companheiros de saudade.
Obrigada a Tico, Bebete, Tai, Lilo e Marcinho por toparem fazer esse desafio delicioso (literalmente!).

domingo, 8 de março de 2009




Volte para casa em um horário diferente, por um caminho diferente. Esqueça a dor no joelho. Coloque música para tocar bem alto, sem fone, para que as pessoas que passarem por você também possam ouvir. Olhe para cima da rua, sinta o cheiro da cidade à noite. Sinta-se realizada. Sorria pelas suas escolhas. Que escolhas. Perceba que aquela sua velha inimiga foi a responsável por isso. Que ironia. Agora largue a bolsa na calçada, abra os braços e corra. Atravesse a rua correndo, sinta o frio no seu rosto, cante a música e chore. Chore porque você é feliz.

quarta-feira, 4 de março de 2009

A menina conversando com a morte




Já não produzo lágrimas por isso. Não sei a ordem das lembranças. Tenho em mente os lugares, algumas fotos e as cores. Sinto falto do cheiro. Confundo nosso conforto com outros confortos: minha cabeça no seu peito parece o mesmo que meu abraço ao travesseiro. É mentira o que falei sobre as lágrimas, ainda as forço para acabar mais rápido com a dor. Ás vezes acho que tenho um estoque para cada sentimento. Meu otimismo suga os surperficiais constantemente, ainda bem. O dos animais e o seu são os maiores. Simplicidade nunca é absoluta quando falamos de amor. Eu tenho medo de você...mas é você que me admira.

sábado, 22 de novembro de 2008


Ele queria sentir um amor
Com paixão, com dor, completo
Só pra poder compor
A música mais linda
Ele queria beijá-la
Tocá-la, sentir o seu cheiro
Ele queria saber de tudo
Compartilhar minutos, viver o sublime
Só pra poder compor
A música mais linda
Não precisava ser eterno
Sabia que o tempo acostumaria
E que os encantos diminuiriam,
Mas ainda precisava encontrá-la,
Reconhecê-la, conquistá-la
Encará-la , até chorar
Só pra poder compor a música mais linda
E então sentir seu coração parar

quarta-feira, 12 de novembro de 2008


Se eu voltar
O meu começo perde a razão
Parte pro passado, vira escuridão
Assim como de olhos fechados vejo branco
Os meus sonhos não têm ordem, não têm lógica
É sentimento puro, sem rumo
Romance eterno, até a manhã
Onde o preto vai, e ela vem
Como um sopro de ar gelado
De cara aberta e peito fechado
A rotina da minha vida
Que me prende, mas que não tem cadeado

quarta-feira, 5 de novembro de 2008


Como já dizia a música
Sou um cientista, meu papo é futurista e lunático. E eu vivo sempre no mundo da lua.
Provavelmente não sabiam que cientista que é cientista tem que ter concentração de monge. Ou porque vale tudo no mundo da arte. Tô perdida. Acho que vou pegar a carona. Será que chego em casa mesmo?